
Natural de Sabadell (Catalunha), a atriz assume Klara, personagem que enfrenta um período de isolamento, ansiedade, medos e busca por si mesma, refletindo uma trama de grande relevância em tempos de crescente discussão sobre saúde mental.
UMA JORNADA DE SUPERAÇÃO PESSOAL
Após 76 dias confinada em casa, Klara retorna ao colégio – um recomeço que exige reconstrução interna e coragem para encarar os próprios medos. Para Castañé, dar vida à personagem foi também uma experiência de autodescoberta:
“Fui em busca de entender de onde vinha tudo isso… me preparei muito, com ajuda de psiquiatras e psicólogas”,
Berta já acumulava trajetória em séries como La favorita, Todos mienten e El secreto de Puente Viejo. Mas “Sigue mi voz” marca uma virada definitiva — não apenas por ser seu primeiro protagonismo no cinema, mas pela profundidade emocional exigida e pelo diálogo com temas muitas vezes silenciados.
O FILME E SUA RELEVÂNCIA
Dirigido por Pablo Santidrián e Inés Pintor, o longa, lançado em 12 de setembro de 2025, adapta o sucesso literário de Ariana Godoy. A narrativa aborda problemas psicológicos como depressão, ataques de pânico e ansiedade, mas também toca em temas universais: validação pessoal, amor-próprio e a importância de falar abertamente sobre sentimentos.
Berta reforça que a mensagem do filme vai além da ficção:
“É preciso estar bem consigo mesma para estar bem na vida, rodear-se de pessoas que apoiem de verdade. Quando estamos mal, tendemos a não dizer. A vida deveria ser ao contrário.”
REFLEXO DE UMA NOVA GERAÇÃO
“Sigue mi voz” integra uma lista crescente de adaptações literárias que ecoam fortemente junto ao público jovem. A atriz admite sentir a pressão de corresponder às expectativas dos fãs, mas valoriza o carinho recebido: “Até agora só chegaram mensagens de amor. Sinto que Klara e Kang foram bem construídos.”