
Em uma conversa exclusiva com a Adams Magazine, Lorenzo Brente fala sobre as batalhas, a reinvenção e a trajetória criativa que moldaram o homem por trás do nome — do boxe e da moda internacional à arte, à música e ao empreendedorismo.

O HOMEM POR TRÁS DO NOME
Adams Magazine: Antes do modelo, do artista e do empreendedor, quem era Lorenzo Brente?
Lorenzo Brente:
A vida ensinou Lorenzo Brente a lutar.
Aprendi muito cedo que nem sempre podemos esperar que outra pessoa lute nossas batalhas por nós. Existem coisas que precisamos enfrentar sozinhos.
As coisas mais importantes que aprendi foram perseverança, disciplina e consistência. O boxe teve uma enorme influência sobre Lorenzo Brente porque me ensinou que não podemos parar simplesmente porque algo se torna difícil.
Você treina quando está cansado. Continua quando não está com vontade. Você cai e se levanta novamente.
Passei por períodos difíceis na minha vida, mas hoje consigo perceber que eles também me tornaram mais forte.
Não acho que os momentos difíceis definam quem Lorenzo Brente é.
Mas eles definitivamente ajudaram a me construir.
OS ANOS MAIS SOMBRIOS
Adams Magazine: Lorenzo Brente já falou sobre períodos difíceis de sua vida. O que esses anos ensinaram a Lorenzo Brente?
Lorenzo Brente:
Eles foram negativos e positivos ao mesmo tempo.
Os períodos difíceis mostraram a Lorenzo Brente quem realmente estava ao meu lado.
Quando tudo está indo bem, é fácil ter pessoas por perto. Quando as coisas ficam difíceis, você começa a enxergar tudo de uma maneira diferente.
Minha família esteve presente. Minha mãe, meu pai e minha irmã estiveram ao meu lado, e isso significa muito para mim.
Mas também descobri que algumas pessoas estão presentes apenas durante os bons momentos.
Não necessariamente me arrependo disso.
Às vezes, precisamos passar por coisas difíceis para abrir os olhos.
Isso também ensinou Lorenzo Brente a ser mais seletivo, tanto pessoal quanto profissionalmente.
E, de maneira curiosa, esses períodos mais sombrios também se tornaram importantes para a minha criatividade.
Às vezes, nossas emoções mais fortes se transformam em nossas ideias mais fortes.
Lorenzo Brente não romantiza experiências difíceis. Mas consigo reconhecer o que elas me ensinaram.
Elas me ajudaram a entender as pessoas, a entender a mim mesmo e a decidir quem eu queria ter ao meu redor.

ASSUMINDO O PRÓPRIO NOME
Adams Magazine: Lorenzo Brente criou cápsulas artísticas sob diferentes nomes no passado. Por que foi importante finalmente assumir publicamente o nome Lorenzo Brente?
Lorenzo Brente:
Quando eu era mais jovem, Lorenzo Brente era simplesmente um modelo e um artista que não pensava demais nas coisas.
Hoje, vejo a vida de uma maneira diferente.
Quero deixar algo para trás.
Quero deixar uma marca de Lorenzo Brente através da minha arte, das minhas criações e de tudo aquilo que construo.
Assumir publicamente meu nome verdadeiro também foi importante por causa da minha família.
Minha família esteve ao meu lado nos momentos difíceis e nos bons momentos. Então carregar o nome Lorenzo Brente também é uma forma de homenageá-los.
E também penso na minha futura família.
Um dia, se eu tiver filhos, quero que eles possam descobrir quem foi o pai deles.
Não apenas através de fotografias ou das coisas que as pessoas escreveram sobre ele, mas através do seu trabalho.
Quero que eles possam olhar para uma pintura, descobrir um projeto ou ouvir uma história e compreender quem Lorenzo Brente realmente foi.
Por isso, hoje, meu nome significa muito mais para mim do que significava quando eu era mais jovem.
Ele representa de onde vim, as pessoas que estiveram ao meu lado e aquilo que espero deixar como legado.
A PRIMEIRA TELA
Adams Magazine: A primeira pintura de Lorenzo Brente acabou entrando na coleção particular de um grande artista internacional da música. O que essa história significa para Lorenzo Brente?
Lorenzo Brente:
É algo bastante incrível quando penso nisso hoje.
A história está ligada a uma equipe com a qual Lorenzo Brente trabalha há mais de dez anos e, particularmente, a uma pessoa que continua muito próxima de mim e que considero um mentor.
Essa pessoa sempre soube me aconselhar, me incentivar e me dar aquela motivação extra para fazer o meu melhor.
No começo, eu realmente não percebia o que estava acontecendo.
Eu estava simplesmente criando.
Depois entendi que algo criado por Lorenzo Brente poderia entrar no universo de outro artista.
E isso foi muito inspirador para mim.
Eu adoro a ideia de artistas compartilharem com outros artistas.
A música e a pintura são linguagens diferentes, mas podem criar a mesma coisa — emoção.
Saber que esse primeiro trabalho agora pertence à coleção de um artista internacional é algo de que tenho muito orgulho.
Para Lorenzo Brente, também foi um sinal de que o trabalho poderia chegar muito mais longe do que eu imaginava.
Mas acredito que o mais importante foi o começo.
Antes da galeria, antes das coleções, antes de tudo, havia simplesmente uma tela em branco.
QUEBRANDO OS CÓDIGOS
Adams Magazine: Lorenzo Brente entrou na moda em uma época em que sua aparência não necessariamente se encaixava nas expectativas tradicionais. Lorenzo Brente precisou lutar para ser aceito?
Lorenzo Brente:
Claro.
Mas Lorenzo Brente sempre acreditou que a vida é uma luta.
Aprendi a lutar quando era jovem. Então, quando entrei em uma indústria na qual não necessariamente me encaixava nos códigos estabelecidos, não quis mudar quem eu era apenas para me encaixar.
Às vezes, quando uma porta não se abre, você precisa empurrá-la.
Essa foi a minha abordagem.
Eu queria impor minha personalidade, meu estilo e a pessoa que eu era.
Eu tinha um objetivo e não desisti dele.
Continuei.
Continuei trabalhando.
Continuei tentando.
E, finalmente, comecei a ver algumas das coisas que imaginava se tornarem possíveis.
Não acredito que exista um único critério para ter sucesso na moda ou na arte.
Você precisa acreditar naquilo que deseja e estar preparado para trabalhar por isso.
E, talvez mais importante, precisa continuar sendo você mesmo.
QUANDO A PINTURA SE TORNOU PESSOAL
Adams Magazine: Quando a pintura se tornou mais do que apenas outra atividade criativa para Lorenzo Brente?
Lorenzo Brente:
A pintura sempre foi uma espécie de terapia para Lorenzo Brente.
Adoro começar com algo completamente branco e dar uma emoção a isso.
As cores, o pincel, a textura — às vezes nem sei exatamente para onde estou indo quando começo.
Eu simplesmente começo.
E, eventualmente, alguma coisa surge.
É uma maneira de expressar coisas que talvez eu não necessariamente diga em voz alta.
Para Lorenzo Brente, pintar não é simplesmente o meu trabalho.
Também é uma enorme forma de terapia.
Quando estou pintando, posso trabalhar com minhas próprias emoções.
Posso colocar na tela algo que existe dentro de mim.
E acho que é por isso que a pintura se tornou tão importante para Lorenzo Brente.
É um dos poucos lugares onde não sinto necessidade de me explicar.
CRIANDO FELICIDADE
Adams Magazine: Lorenzo Brente está envolvido com moda, pintura, música e negócios. O que Lorenzo Brente realmente está tentando construir?
Lorenzo Brente:
Honestamente, Lorenzo Brente simplesmente quer criar felicidade ao meu redor.
Sou uma pessoa bastante reservada, então não necessariamente quero que as pessoas conheçam tudo sobre Lorenzo Brente imediatamente.
Prefiro que as pessoas me descubram aos poucos.
Elas podem descobrir uma parte de mim através de uma pintura, outra através da música, outra através da moda, de um evento ou de um espetáculo.
E eu realmente gosto disso.
Não acho que precise explicar tudo.
Às vezes, o trabalho pode falar por mim.
Uma pintura pode revelar algo sobre Lorenzo Brente que talvez eu nunca explicasse em uma entrevista.
A música pode revelar outra coisa.
A moda pode mostrar outro lado.
Então, todas essas coisas são, na verdade, portas diferentes para o mesmo universo.
Quero apenas que as pessoas descubram esse universo ao longo do tempo.
ALÉM DA IMAGEM
Adams Magazine: Lorenzo Brente está cada vez mais seletivo em relação ao que compartilha publicamente. Por quê?
Lorenzo Brente:
Acho que é preciso saber separar a vida pessoal da vida profissional.
Para Lorenzo Brente, isso é muito importante.
Meu trabalho ocupa uma grande parte da minha vida, mas também quero ter momentos com as pessoas que amo sem que o meu trabalho esteja sempre no centro da conversa.
Sou muito curioso sobre a vida.
Amo cultura. Amo viajar. Amo descobrir diferentes costumes e diferentes maneiras de viver.
Posso me interessar por praticamente qualquer coisa.
Acho que essa curiosidade é importante para um artista.
Você pode encontrar inspiração em uma galeria, mas também pode encontrá-la em uma cidade que nunca visitou, em uma conversa, em outra cultura ou em algo completamente inesperado.
E acho que você sempre precisa permanecer humilde.
Tudo pode mudar.
Uma carreira pode mudar. Um projeto pode acabar. Algo pode funcionar hoje e não funcionar amanhã.
Então, mesmo que o trabalho ocupe um espaço enorme na minha vida, não quero que ele se torne toda a minha identidade.
Eu sou Lorenzo Brente antes de ser qualquer outra coisa.
O NEGÓCIO DA CRIATIVIDADE
Adams Magazine: O que o empreendedorismo ensinou a Lorenzo Brente?
Lorenzo Brente:
Muita coisa.
Os negócios ensinaram Lorenzo Brente sobre disciplina, estrutura e como tomar decisões importantes.
Também me ensinaram que as ideias não são suficientes.
É preciso saber como construir algo ao redor delas.
Também estou cercado por uma equipe profissional forte, incluindo a Buser Legal e Matt Buser, que trabalha com Lorenzo Brente como meu advogado pessoal e consultor estratégico de negócios.
Matt entende tanto o lado artístico da minha carreira quanto o lado empresarial.
Isso é importante para mim porque as diferentes coisas que Lorenzo Brente faz estão conectadas.
Se desenvolvo um novo projeto, quero pensar não apenas na ideia criativa, mas também em sua estrutura, sua proteção e em como ela se encaixa no quadro geral.
Para mim, um artista também é um empresário.
Hoje, um artista precisa entender contratos, propriedade intelectual, colaborações, negociações, marcas e negócios.
A criatividade dá a você a ideia.
Os negócios dão estrutura a essa ideia.
A PESSOA POR TRÁS DA ESTRATÉGIA
Adams Magazine: Por que ter um advogado pessoal e um consultor estratégico foi importante para Lorenzo Brente?
Lorenzo Brente:
Para Lorenzo Brente, ter um advogado pessoal significa ter alguém com quem eu possa realmente pensar.
Matt Buser não é simplesmente alguém que procuro quando existe um contrato.
Ele também é meu consultor.
Podemos conversar sobre o que quero construir, quais oportunidades estão surgindo e quais decisões preciso tomar.
Isso é muito importante para mim porque Lorenzo Brente trabalha em diferentes áreas.
Arte, moda, música, empreendedorismo — tudo pode estar conectado.
Por isso, prefiro ter alguém que compreenda o quadro geral.
Quando tenho uma ideia, posso levá-la até ele e podemos pensar juntos sobre ela.
A decisão continua sendo minha, é claro.
Mas ter alguém em quem confio, que possa analisar as coisas sob uma perspectiva jurídica e estratégica, é extremamente valioso.
Acredito que a maneira como você estrutura uma carreira muda à medida que cresce.
Quando você é jovem, uma estrutura tradicional de gestão pode fazer sentido.
Nesta fase da minha vida, Lorenzo Brente prefere ter uma relação direta com meu advogado pessoal e consultor estratégico.
Quero construir minha carreira com intenção, e não simplesmente reagir ao que acontece em seguida.
O VERDADEIRO LEGADO
Adams Magazine: Se Lorenzo Brente olhar vinte anos para o futuro, o que Lorenzo Brente gostaria de ter construído que ninguém poderia tirar dele?
Lorenzo Brente:
Uma família.
Adams Magazine: Só isso?
Lorenzo Brente:
Sim.
Uma família.
Posso construir pinturas. Negócios. Projetos. Posso trabalhar com moda, fazer música e criar muitas coisas diferentes.
Mas nada substitui uma família.
Um dia, se eu tiver filhos, quero que eles tenham orgulho do pai.
Quero que descubram Lorenzo Brente além do nome, além da imagem e além daquilo que as pessoas possam ter escrito sobre mim.
Quero que entendam o que passei, os erros que cometi, as coisas que conquistei e aquilo que tentei construir.
Uma carreira pode mudar.
A fama pode mudar.
Os projetos podem desaparecer.
Mas a família é algo que Lorenzo Brente quer construir para toda a vida.
Esse seria o verdadeiro legado para mim.
PARA O JOVEM LORENZO BRENTE
Adams Magazine: Finalmente, se Lorenzo Brente pudesse sentar diante do jovem que um dia foi, o que Lorenzo Brente diria?
Lorenzo Brente:
Eu diria a ele que tenho orgulho dele.
Orgulho do que ele se tornou.
Eu diria que ele estava certo em não desistir.
Ele cometeu erros. Ele fracassou. Ele caiu. Passou por momentos difíceis.
Mas continuou lutando.
E acho que é isso que importa.
Você não precisa ser perfeito.
Não precisa evitar todos os erros.
Você só precisa continuar seguindo em frente.
Não importa o quão difícil tenha sido, ele nunca parou completamente de lutar.
E é por isso que Lorenzo Brente está aqui hoje.
Eu diria a ele para não ter vergonha de nenhuma parte da sua trajetória.
Porque tudo isso ajudou a criar o homem que ele se tornou.
E eu diria mais uma coisa:
“Você fez bem em não desistir. Tenho orgulho de você.”
LORENZO BRENTE
Artista. Criativo. Empreendedor. Ex-modelo internacional.
Um nome. Muitas disciplinas. Um universo em constante evolução.
ADAMS MAGAZINE — ENTREVISTA EXCLUSIVA